Maria Antonieta Nasser Leone

 

 

“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

Maria Antonieta Nasser Leone (Uberlândia MG 1944) O.S.Tela 80 X 59,5 cm

SUMARIO

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR
……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA
………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA
…………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO
………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO
AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07





















<![if !supportLists]>1-  
<![endif]>INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da
autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras
indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo,
ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso
de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por
tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores
dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de
certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa
prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera
argumentação.

No presente trabalho será
considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) “Velhos Mestres”
– obras de artistas nascidos antes de 1759; b) “Século XIX” – obras
de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de
artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)”Arte do pós-guerra” – obras de
artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas
nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a
1920.

Menciona-se que as
obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias
cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores
estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um
claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de
Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos
US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as
vendas. Apenas uma pintura de 
Claude
MONET (1840-1926)
 ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O “pai” da arte moderna, Paul Cézanne, o
“inventor” da abstração Wassily Kandinsky,
o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o
principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas
algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados
em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes,
mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul,
Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  
Pablo
PICASSO (1881-1973)
 suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A
Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme
au chien
 , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O
trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde
para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais
influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de
Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  
Femme dans un fauteuil
(Françoise)
 aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US
$ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul
CÉZANNE (1839-1906),
 cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de
valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59
milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte
do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111
milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em
1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de 
Meules (datada de 1890)
multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um
recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e
representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado
extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa:
menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O
valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se
que o 
vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o
preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões –
25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de
outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente
avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à
“lei da oferta e procura”, e claro se levará em conta a mencionada
histórica valorização.

 

 

 

Neste
prisma, cabe mencionar que  o mercado
estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o
primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao
artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço
final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda
dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que
resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de
aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor
monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos
leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante,
evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da
oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário
artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros
requisitos.

Finalmente se fará
à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se
verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que
a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise,
mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros
fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e
processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo
localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente
quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista,
dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não
do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente
de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a
pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e
iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi
usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em
confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento –
que podem mudar da noite para o dia.

 

<![if !supportLists]>2-  
<![endif]>RESUMO DA BIOGRAFIA DO
PINTOR

 

Entre o grupo principal dos pintores
impressionistas há um de seus representantes cujo nome terminou obscurecido em
função de sua morte prematura.

Era Frédéric Bazille,
artista extremamente promissor que foi um dos tantos soldados franceses
abatidos na Batalha de Beaune-la-Rolande, durante a
Guerra Franco-Prussiana.

 

 

Membro de uma família protestante de Montpellier, Bazille nasceu há 170 anos, em dezembro de 1841.

Seu pai era um abastado representante da burguesia
rural francesa, e o filho desde cedo foi encaminhado para o estudo de medicina.

Já na adolescência, porém, ele inclinou-se para as
artes, que desde cedo o interessaram. Ingressou na Escola de Belas artes local
e passou a frequentar o estúdio do acadêmico Charles Gleyre.

Um encontro importante em sua juventude foi com o
crítico e colecionador de arte, Alfred Bruyas
Montpellier, figura de grande importância no movimento artístico francês. Tendo
exercido influência sobre o realista Gustave Corbet,
ele influenciaria também a jovem geração impressionista.

Este é um dado bastante significativo na relação de
continuidade e ruptura que existe entre o realismo e o impressionismo. Além de
Montpellier, que passou algo de suas idéias sobre a
verdade na arte para a nova geração, o também influente Edouard
Manet fora também discípulo de Courbet. A obra de
ambos os pintores teria grande impacto sobre a pintura de Bazille.

Pela influência precoce destes artistas, dois dos
representantes mais radicais da pintura de sua época, Bazille
também não tarda a abandonar o estudo acadêmico para se embrenhar, ao lado de
seu amigo, Claude Monet, na floresta de Fontainebleau, ambos buscando pintar
diretamente da realidade observada.

Em 1864, estabelecido em Paris, Bazille
monta um ateliê, que era então freqüentado por pintores
como Boudin e Jongkind. Um
ano mais tarde, ele divide um novo ateliê como Monet, que ajuda
financeiramente.

A estréia de Bazille no Salão Oficial se dá em 1866, com uma tela
convencional e pouco expressiva, Natureza-Morta com Peixes. Este trabalho
serve, porém, como demonstração de seu grande domínio da técnica já nestes
anos.

A partir deste ano, Bazille
passaria a expor anualmente no Salão até o início da guerra, em 1870. Seus
melhores trabalhos, no entanto, aqueles que desenvolviam mais acentuadamente as
técnicas da nova pintura, não estavam entre as obras aceitas no Salão.

Datam destes quatro anos as melhores pinturas de Bazille, trabalhos que revelam sua rápida evolução no
sentido do impressionismo e indicam o grande pintor que ele poderia se tornar
caso tivesse vivido mais tempo.

 

 

Destacam-se aí obras como Hospital de Campo
Improvisado, de 1865, mostrando Monet acidentado sobre uma cama, ou excelente
quadro Reunião Familiar, mostrando um grupo ao terraço de uma residência de
campo, obra tida como o mais expressivo exemplo do impressionismo de Bazille.

Merecem destaque ainda suas paisagens marinhas
realizadas entre 1867 e 68, ou um belíssimo retrato de Pierre-Auguste Renoir,
onde o amigo aparece em uma pose de grande informalidade, totalmente avessa aos
cânones da época e uma das marcas distintivas do impressionismo.

A obra Banhistas, de 1869, é um dos melhores
exemplos da adaptação dos impressionistas deste tema típico do academicismo e
do romantismo francês, com suas cenas classicistas ou orientais.

Nesta tela de Bazille,
ele mostra um grupo vulgar de pessoas em trajes contemporâneos divertindo-se em
uma tarde ensolarada.

Em Toilet e Depois do
Banho, ambas de 1870, Bazzille volta-se para os nus,
apresentados também segundo a nova visão destes artistas, abandonando as
idealizações buscando retratar as modelos tais quais eram na realidade.

Estas telas finais, ao lado de trabalhos como Louis
Auriol Pescando, revelam um artista que estava
ingressando em sua fase de maturidade, com uma rápida evolução que acompanhava
o desenvolvimento de seus próprios amigos, onde a luz tinha um papel cada vez
mais preponderante no tratamento da imagem.

Seu trabalho é encerrado a abruptamente em 1870,
quando se inicia a Guerra Franco-Prussiana, resultado da escalada militarista
impulsionada por Napoleão III.

A guerra foi lançada por um objetivo
especificamente imperialista da burguesia francesa: impedir a unificação alemã
e barrar seu desenvolvimento nacional e sua influência crescente sobre a
Europa.

Este conflito foi um acontecimento de grande
importância na história do impressionismo.

Todos os membros do grupo, de uma forma ou de outra
foram envolvidos pela guerra.

Degas, Renoir e Bazille
ingressaram no Exército, Cèzanne retirou-se para
Provença, e Monet, Sisley e Pissarro
partiram para Londres – viagem importante que marcou sua descoberta da obra de
Turner, que teria influência marcante no desenvolvimento geral da nova pintura.

Para a França, a guerra foi um desastre completo.
As tropas prussianas, mais bem preparadas, derrotaram os franceses em todas as
frentes, encerrando a guerra após a esmagadora campanha em Sedan, na qual o
próprio Napoleão III caiu prisioneiro nas mãos da Prússia.

Em setembro de 1870 a guerra estava encerrada, mas
os conflitos se estenderam ainda durante alguns meses.

Depois de vencer em Sedan, as tropas de Bismarck
marcharam em direção a Paris, onde montaram um cerco.

Parte das tropas ainda em campo são mobilizadas
para tentar desbaratar o cerco e enfraquecer as posições prussianas.

É neste cenário que dá-se
a Batalha de Beaune-la-Rolande, uma das mais
vergonhosas da história da França. Nela, um batalhão de 60
mil franceses liderados pelo general Jean-Constant Crouzat
deveriam
avançar contra as posições prussianas nos arredores de Paris.

Os soldados de Crouzat
enfrentam-se em novembro com um exército de apenas nove mil prussianos, e são
vergonhosamente derrotados. Estima-se que entre mortos e feridos, a Prússia
tenha perdido pouco mais de uma centena de soldados, ao passo que no lado
francês, tenha se perdido mais de oito mil homens.

Entre os
milhares de mortos, estava também o jovem pintor Frédérick
Bazille
.

Encerrada a guerra, os artistas franceses retomam
suas atividades em Paris. A França, porém, passaria ainda por anos de crise até
a estabilização efetiva do regime. A monarquia de Napoleão III tombara na
guerra.

Em 1871, o povo em armas proclama a Comuna de
Paris, que é violentamente esmagada poucas semanas mais tarde. É montada sobre
um enorme aparelho repressivo que será erguida a Terceira República Francesa.

É também sobre este governo que o impressionismo
irá se desenvolver plenamente.

A nova pintura seria uma das manifestações desta
crise, desenvolvendo-se como uma corrente marginal das artes.

Não é casual, portanto, que o movimento tenha
atingido seu momento mais importante nos anos que se seguiram a esta crise, e
não antes.

A obra de Bazille, neste
sentido, apresenta-se hoje como uma pintura irrealizada, um impressionismo que
nunca chegou a florescer plenamente.

 

 

 

<![if !supportLists]>3-  
<![endif]>ANALISE DA OBRA

 

A obra
apresenta desgaste, todavia a pintura não está comprometida, estando
preservada, estando no geral em bom estado de conservação, fotografada e
certificada pelo leiloeiro.

 

<![if !supportLists]>4-      <![endif]>PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

Menciona-se que não foi encontrado
cotação ou venda especifica em leilões, todavia o
artista traz potencial para valorização.

 

Pesquisado:

 

M. A. Nasser Leone. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural
de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em:

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10150/m-a-nasser-leone>.
Acesso em: 09 de Jun. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN:
978-85-7979-060-7

 

<![if !supportLists]>5-      <![endif]>CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Em virtude da
história da vida e escassez de obras do artista há potencial de valorização nos
patamares expostos no presente trabalho.

Nestes termos,
feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente
obra, para o ano de 2020 no valor de USD
1.000.000(cem mil dólares americanos)
.

 

<![if !supportLists]>6-  
<![endif]>CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580,
inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45
, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com,
galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies
e Sothebys, curador ou assessor de diversas
exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e
Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do
Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de
coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito
oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador
da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no
Banco Piquet na suíça… etc.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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