Ceprovi https://www.ceprovi.com.br Centro Profissionalizante de Vinhedo Fri, 24 Jul 2020 18:17:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.2 https://www.ceprovi.com.br/wp-content/uploads/2020/05/icon-100x100.png Ceprovi https://www.ceprovi.com.br 32 32 HENRI-JULIEN-FÉLIX ROUSSEAU https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/henri-julien-felix-rousseau/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=henri-julien-felix-rousseau https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/henri-julien-felix-rousseau/#respond Fri, 24 Jul 2020 18:17:11 +0000 https://ceprovi.com.br/?p=1289 “COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO” AUTENTICIDADE ORIGEM AVALIAÇÃO.   HENRI-JULIEN-FÉLIX ROUSSEAU(frança – 1844- 1910) O.S.Tela – 68 X 50 cm   SUMARIO   INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01 RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02 ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03 PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04 CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05 CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06 ANEXOS…………………………………………………………………………………..07       1-   INTRODUÇÃO […]

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

 

HENRI-JULIEN-FÉLIX ROUSSEAU(frança – 1844- 1910) O.S.Tela – 68 X 50 cm

 

SUMARIO

 

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

 

 

 

1-   INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) "Velhos Mestres" – obras de artistas nascidos antes de 1759; b) "Século XIX" – obras de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)"Arte do pós-guerra" – obras de artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O "pai" da arte moderna, Paul Cézanne, o "inventor" da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes, mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59 milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de Meules (datada de 1890) multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura", e claro se levará em conta a mencionada histórica valorização.

 

 

 

Neste prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros requisitos.

Finalmente se fará à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista, dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-   RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

HENRI-JULIEN-FÉLIX ROUSSEAU (Laval21 de maio de 1844 — Paris2 de setembro de 1910), conhecido também pelo público como o douanier (aduaneiro) por ter trabalhado como inspetor de alfândega, foi um pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo.

Henri Rousseau foi um importante pintor francês do movimento artístico pós-impressionista. É considerado pelos críticos e historiadores da arte como um dos principais representantes da Art Naif (arte ingênua) e do primitivismo.

Henri Rousseau nasceu na cidade de Laval (França) em 21 de maio de 1944. Faleceu, aos 66 anos, na cidade de Paris (França) em 2 de setembro de 1910.

Principais obras de arte (pinturas) de Henri Rousseau:

– Paisagem de Argel (1880)

– Passeio na floresta (1886)

– Uma noite de carnaval (1886)

– Autorretrato (1890)

– Surpresa! (1891)

– A Guerra (1894)

– Cigana dormindo (1897)

– O leão faminto se lança contra o antílope (1905)

– O encantador de serpentes (1907)

– A luta entre o tigre e o búfalo (1908)

– Paisagem exótica com macacos e um papagaio (1908)

– O sonho (1910)

– Floresta tropical com macacos (1910)

 

3-   ANALISE DA OBRA

 

A obra apresenta pequeno desgaste, todavia a pintura não está comprometida, estando preservada, estando no geral em bom estado de conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

 

4-      PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

Menciona-se que devido a diminuição da disponibilidade de obras do período e do artista traz potencial para valorização.

 

Pesquisado leilão:

 

LA COTE DES PEINTRES – 1985 a 2005 fls. 927

https://www.artprice.com

www.akoun.com

https://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Rousseau

https://www.wikiart.org/pt/henri-rousseau

 

5-      CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Em virtude da história da vida e escassez de obras do artista há potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Nestes termos, feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente obra, para o ano de 2020 no valor de USD 1.000.000(um milhão de dólares americanos).

 

6-   CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com, galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

Maria Antonieta Nasser Leone (Uberlândia MG 1944) O.S.Tela 80 X 59,5 cm

SUMARIO

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR
……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA
………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA
…………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO
………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO
AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07





















<![if !supportLists]>1-  
<![endif]>INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da
autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras
indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo,
ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso
de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por
tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores
dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de
certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa
prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera
argumentação.

No presente trabalho será
considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) “Velhos Mestres”
– obras de artistas nascidos antes de 1759; b) “Século XIX” – obras
de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de
artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)”Arte do pós-guerra” – obras de
artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas
nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a
1920.

Menciona-se que as
obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias
cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores
estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um
claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de
Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos
US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as
vendas. Apenas uma pintura de 
Claude
MONET (1840-1926)
 ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O “pai” da arte moderna, Paul Cézanne, o
“inventor” da abstração Wassily Kandinsky,
o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o
principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas
algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados
em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes,
mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul,
Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  
Pablo
PICASSO (1881-1973)
 suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A
Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme
au chien
 , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O
trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde
para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais
influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de
Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  
Femme dans un fauteuil
(Françoise)
 aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US
$ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul
CÉZANNE (1839-1906),
 cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de
valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59
milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte
do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111
milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em
1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de 
Meules (datada de 1890)
multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um
recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e
representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado
extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa:
menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O
valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se
que o 
vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o
preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões –
25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de
outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente
avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à
“lei da oferta e procura”, e claro se levará em conta a mencionada
histórica valorização.

 

 

 

Neste
prisma, cabe mencionar que  o mercado
estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o
primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao
artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço
final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda
dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que
resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de
aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor
monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos
leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante,
evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da
oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário
artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros
requisitos.

Finalmente se fará
à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se
verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que
a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise,
mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros
fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e
processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo
localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente
quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista,
dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não
do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente
de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a
pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e
iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi
usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em
confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento –
que podem mudar da noite para o dia.

 

<![if !supportLists]>2-  
<![endif]>RESUMO DA BIOGRAFIA DO
PINTOR

 

Entre o grupo principal dos pintores
impressionistas há um de seus representantes cujo nome terminou obscurecido em
função de sua morte prematura.

Era Frédéric Bazille,
artista extremamente promissor que foi um dos tantos soldados franceses
abatidos na Batalha de Beaune-la-Rolande, durante a
Guerra Franco-Prussiana.

 

 

Membro de uma família protestante de Montpellier, Bazille nasceu há 170 anos, em dezembro de 1841.

Seu pai era um abastado representante da burguesia
rural francesa, e o filho desde cedo foi encaminhado para o estudo de medicina.

Já na adolescência, porém, ele inclinou-se para as
artes, que desde cedo o interessaram. Ingressou na Escola de Belas artes local
e passou a frequentar o estúdio do acadêmico Charles Gleyre.

Um encontro importante em sua juventude foi com o
crítico e colecionador de arte, Alfred Bruyas
Montpellier, figura de grande importância no movimento artístico francês. Tendo
exercido influência sobre o realista Gustave Corbet,
ele influenciaria também a jovem geração impressionista.

Este é um dado bastante significativo na relação de
continuidade e ruptura que existe entre o realismo e o impressionismo. Além de
Montpellier, que passou algo de suas idéias sobre a
verdade na arte para a nova geração, o também influente Edouard
Manet fora também discípulo de Courbet. A obra de
ambos os pintores teria grande impacto sobre a pintura de Bazille.

Pela influência precoce destes artistas, dois dos
representantes mais radicais da pintura de sua época, Bazille
também não tarda a abandonar o estudo acadêmico para se embrenhar, ao lado de
seu amigo, Claude Monet, na floresta de Fontainebleau, ambos buscando pintar
diretamente da realidade observada.

Em 1864, estabelecido em Paris, Bazille
monta um ateliê, que era então freqüentado por pintores
como Boudin e Jongkind. Um
ano mais tarde, ele divide um novo ateliê como Monet, que ajuda
financeiramente.

A estréia de Bazille no Salão Oficial se dá em 1866, com uma tela
convencional e pouco expressiva, Natureza-Morta com Peixes. Este trabalho
serve, porém, como demonstração de seu grande domínio da técnica já nestes
anos.

A partir deste ano, Bazille
passaria a expor anualmente no Salão até o início da guerra, em 1870. Seus
melhores trabalhos, no entanto, aqueles que desenvolviam mais acentuadamente as
técnicas da nova pintura, não estavam entre as obras aceitas no Salão.

Datam destes quatro anos as melhores pinturas de Bazille, trabalhos que revelam sua rápida evolução no
sentido do impressionismo e indicam o grande pintor que ele poderia se tornar
caso tivesse vivido mais tempo.

 

 

Destacam-se aí obras como Hospital de Campo
Improvisado, de 1865, mostrando Monet acidentado sobre uma cama, ou excelente
quadro Reunião Familiar, mostrando um grupo ao terraço de uma residência de
campo, obra tida como o mais expressivo exemplo do impressionismo de Bazille.

Merecem destaque ainda suas paisagens marinhas
realizadas entre 1867 e 68, ou um belíssimo retrato de Pierre-Auguste Renoir,
onde o amigo aparece em uma pose de grande informalidade, totalmente avessa aos
cânones da época e uma das marcas distintivas do impressionismo.

A obra Banhistas, de 1869, é um dos melhores
exemplos da adaptação dos impressionistas deste tema típico do academicismo e
do romantismo francês, com suas cenas classicistas ou orientais.

Nesta tela de Bazille,
ele mostra um grupo vulgar de pessoas em trajes contemporâneos divertindo-se em
uma tarde ensolarada.

Em Toilet e Depois do
Banho, ambas de 1870, Bazzille volta-se para os nus,
apresentados também segundo a nova visão destes artistas, abandonando as
idealizações buscando retratar as modelos tais quais eram na realidade.

Estas telas finais, ao lado de trabalhos como Louis
Auriol Pescando, revelam um artista que estava
ingressando em sua fase de maturidade, com uma rápida evolução que acompanhava
o desenvolvimento de seus próprios amigos, onde a luz tinha um papel cada vez
mais preponderante no tratamento da imagem.

Seu trabalho é encerrado a abruptamente em 1870,
quando se inicia a Guerra Franco-Prussiana, resultado da escalada militarista
impulsionada por Napoleão III.

A guerra foi lançada por um objetivo
especificamente imperialista da burguesia francesa: impedir a unificação alemã
e barrar seu desenvolvimento nacional e sua influência crescente sobre a
Europa.

Este conflito foi um acontecimento de grande
importância na história do impressionismo.

Todos os membros do grupo, de uma forma ou de outra
foram envolvidos pela guerra.

Degas, Renoir e Bazille
ingressaram no Exército, Cèzanne retirou-se para
Provença, e Monet, Sisley e Pissarro
partiram para Londres – viagem importante que marcou sua descoberta da obra de
Turner, que teria influência marcante no desenvolvimento geral da nova pintura.

Para a França, a guerra foi um desastre completo.
As tropas prussianas, mais bem preparadas, derrotaram os franceses em todas as
frentes, encerrando a guerra após a esmagadora campanha em Sedan, na qual o
próprio Napoleão III caiu prisioneiro nas mãos da Prússia.

Em setembro de 1870 a guerra estava encerrada, mas
os conflitos se estenderam ainda durante alguns meses.

Depois de vencer em Sedan, as tropas de Bismarck
marcharam em direção a Paris, onde montaram um cerco.

Parte das tropas ainda em campo são mobilizadas
para tentar desbaratar o cerco e enfraquecer as posições prussianas.

É neste cenário que dá-se
a Batalha de Beaune-la-Rolande, uma das mais
vergonhosas da história da França. Nela, um batalhão de 60
mil franceses liderados pelo general Jean-Constant Crouzat
deveriam
avançar contra as posições prussianas nos arredores de Paris.

Os soldados de Crouzat
enfrentam-se em novembro com um exército de apenas nove mil prussianos, e são
vergonhosamente derrotados. Estima-se que entre mortos e feridos, a Prússia
tenha perdido pouco mais de uma centena de soldados, ao passo que no lado
francês, tenha se perdido mais de oito mil homens.

Entre os
milhares de mortos, estava também o jovem pintor Frédérick
Bazille
.

Encerrada a guerra, os artistas franceses retomam
suas atividades em Paris. A França, porém, passaria ainda por anos de crise até
a estabilização efetiva do regime. A monarquia de Napoleão III tombara na
guerra.

Em 1871, o povo em armas proclama a Comuna de
Paris, que é violentamente esmagada poucas semanas mais tarde. É montada sobre
um enorme aparelho repressivo que será erguida a Terceira República Francesa.

É também sobre este governo que o impressionismo
irá se desenvolver plenamente.

A nova pintura seria uma das manifestações desta
crise, desenvolvendo-se como uma corrente marginal das artes.

Não é casual, portanto, que o movimento tenha
atingido seu momento mais importante nos anos que se seguiram a esta crise, e
não antes.

A obra de Bazille, neste
sentido, apresenta-se hoje como uma pintura irrealizada, um impressionismo que
nunca chegou a florescer plenamente.

 

 

 

<![if !supportLists]>3-  
<![endif]>ANALISE DA OBRA

 

A obra
apresenta desgaste, todavia a pintura não está comprometida, estando
preservada, estando no geral em bom estado de conservação, fotografada e
certificada pelo leiloeiro.

 

<![if !supportLists]>4-      <![endif]>PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

Menciona-se que não foi encontrado
cotação ou venda especifica em leilões, todavia o
artista traz potencial para valorização.

 

Pesquisado:

 

M. A. Nasser Leone. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural
de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em:

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10150/m-a-nasser-leone>.
Acesso em: 09 de Jun. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN:
978-85-7979-060-7

 

<![if !supportLists]>5-      <![endif]>CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Em virtude da
história da vida e escassez de obras do artista há potencial de valorização nos
patamares expostos no presente trabalho.

Nestes termos,
feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente
obra, para o ano de 2020 no valor de USD
1.000.000(cem mil dólares americanos)
.

 

<![if !supportLists]>6-  
<![endif]>CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580,
inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45
, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com,
galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies
e Sothebys, curador ou assessor de diversas
exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e
Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do
Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de
coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito
oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador
da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no
Banco Piquet na suíça… etc.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alberto Burri https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/alberto-burri/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=alberto-burri https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/alberto-burri/#respond Fri, 24 Jul 2020 18:04:24 +0000 https://ceprovi.com.br/?p=1277 “COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO” AUTENTICIDADE ORIGEM AVALIAÇÃO.   ALBERTO BURRI(ITÁLIA 1915–1995)O.S.MADEIRA–60X 36cm SUMARIO INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01 RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02 ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03 PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04 CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05 CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06 ANEXOS…………………………………………………………………………………..07     1-   INTRODUÇÃO   Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise […]

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

 

ALBERTO BURRI(ITÁLIA 1915–1995)O.S.MADEIRA–60X 36cm

SUMARIO

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

 

 

1-   INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que   em caso de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) "Velhos Mestres" – obras de artistas nascidos antes de 1759; b) "Século XIX" – obras de artistas nascidos entre 1760 e 1859; c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos entre 1860 e 1919; d)"Arte do pós-guerra" – obras de artistas nascidos entre 1920 e 1944; d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O "pai" da arte moderna, Paul Cézanne, o "inventor" da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes, mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59 milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de Meules (datada de 1890) multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura", e claro se levará em conta a mencionada histórica valorização.

 

 

 

Neste prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros requisitos.

Finalmente se fará a análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista, dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-   RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

Foi um artista italiano e um dos pintores abstratos mais importantes do século XX. Associado ao movimento Arte Povera, ele talvez seja mais conhecido por seus sacchi("Sacos"), em que ele costurou, remendou e pintou em sacos de estopa. “As palavras não significam nada para mim; eles conversam ao redor da foto. O que tenho que expressar aparece na foto ”, ele comentou uma vez. “Com os outros elementos, ele está envolvido em toda uma cadeia de puxões e tensões. Mas essa é apenas a estrutura arquitetônica. Quanto ao resto, não tenho mais nada a acrescentar. ”Nascido em 12 de março de 1915 em Citta di Castello, Itália, estudou medicina antes de servir no exército de Mussolini durante a Segunda Guerra Mundial como médico.

Capturado na Tunísia, Burri foi internado em Camp Howze, no Texas, como prisioneiro de guerra, onde começou a pintar em serapilheira descartada, prontamente disponível. Após sua libertação em 1946, ele se mudou para Roma, onde sua prática artística se voltou para a abstração. Seu interesse por materiais não tradicionais continuou com experimentos usando madeira, alcatrão, plástico, óxido de zinco, pedra-pomes, adesivos de PVC e tecido.

Em 1960, seu show solo na Bienal de Veneza lhe rendeu o Prêmio da Crítica e, em 1963, ele teve sua primeira retrospectiva americana no Museu de Belas Artes de Houston.

Ele morreu em 15 de fevereiro de 1995 em Nice, na França, e foi objeto de uma importante retrospectiva póstuma de um museu em 2015, quando o Museu Solomon R. Guggenheim, em Nova York, apresentou “Alberto Burri: O Trauma da Pintura”. Hoje, as obras do artista são realizadas nas coleções da Galeria Tate, em Londres, na Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea, em Roma, e no Museu de Arte Moderna, em Nova York, entre outros.

 

3-   ANALISE DA OBRA

 

Estamos diante de uma obra primorosa e de um artista com potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Obra em bom estado de conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

A arte do pós-guerra e a arte contemporânea são hoje os dois segmentos que mostram os aumentos mais fortes de preços no curto, médio e longo prazos. Esses dois períodos de criação desfrutam de demanda exponencial que a oferta é capaz de acompanhar. Por outro lado, os outros períodos da criação sofrem uma diluição gradual dos preços: à medida que as principais obras de alta qualidade se tornam cada vez mais raras, a qualidade geral das obras disponíveis inevitavelmente tende a diminuir.

 

4-      PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

A arte do pós-guerra e a arte contemporânea são hoje os dois segmentos que mostram os aumentos mais fortes de preços no curto, médio e longo prazos. Esses dois períodos de criação desfrutam de demanda exponencial que a oferta é capaz de acompanhar. Por outro lado, os outros períodos da criação sofrem uma diluição gradual dos preços: à medida que as principais obras de alta qualidade se tornam cada vez mais raras, a qualidade geral das obras disponíveis inevitavelmente tende a diminuir.

 

Pesquisado leilão em 2008:

https://www.fondazioneburri.org/en/alberto-burri.html

https://www.artprice.com/artist., verifica-se que o valor das obras manteve sempre crescente.

 

Burri Alberto (1915-1995) $3.171,166;

 

Burri Alberto (1915-1995) $9.238,018;

 

Burri Alberto (1915-1995) $11.619,830 ;

 

Em 2017 – Burri Alberto (1915-1995) $25.853,036.

 

5-      CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

O artista foi relacionado no 39° lugar na classificação denominada de “top 50” no ano de 2016, conforme classificação que acompanha a presente avaliação.

Nestes termos, feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente obra, para o  ano de 2020 no valor de USD 5.000.000(cinco milhões de dólares americanos).

 

 

 

6-   CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com, galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

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Sílvio Alves https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/silvio-alves/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=silvio-alves https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/silvio-alves/#respond Fri, 24 Jul 2020 17:57:26 +0000 https://ceprovi.com.br/?p=1271     COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO” AUTENTICIDADE ORIGEM AVALIAÇÃO. Sylvio Alves (São Paulo SP 1926) – óleo s. madeira 64 x 50 cm SUMARIO INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………………..01 RESUMODA BIOGRAFIA DO PINTOR……………………………………………………………02 ANALISEDA OBRA ………………………………………………………………………………………..03 PESQUISADE VENDA E FONTES DE PESQUISA…………………………………………….04 CONCLUSÃODA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05 CURRICULUM DOAVALIADOR………………………………………………….06 ANEXOS…………………………………………………………………………………..07 SUMARIO     1-    INTRODUÇÃO     Trata-seo presente de trabalho […]

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COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

Sylvio Alves (São Paulo SP 1926) – óleo s. madeira 64 x 50 cm

SUMARIO

INTRODUÇÃO
………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO
DA BIOGRAFIA DO PINTOR
……………………………………………………………02

ANALISE
DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA
DE VENDA E FONTES DE PESQUISA
…………………………………………….04

CONCLUSÃO
DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO
AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

SUMARIO

 

 

1-    INTRODUÇÃO

 

 

Trata-se
o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de
9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em
entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a
coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio
até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares,
em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes
foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou
colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando
da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser
considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período
criativo’  o seguinte esquema: a) “Velhos Mestres” – obras de
artistas nascidos antes de 1759; b) “Século XIX” – obras de artistas
nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos
entre 1860 e 1919;d)”Arte do pós-guerra” – obras de artistas nascidos
entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após
1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade
do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a
oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para
adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda,
a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas
que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito
geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de 
Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O “pai” da arte moderna, Paul Cézanne, o
“inventor” da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René
Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas
algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados
em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes,
mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou
1930, os trabalhos posteriores de  
Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A
Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien ,
um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa
estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos
60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda
(com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso
tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou
US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou
de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59
milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma
pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na
Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986
(quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de 
Meules (datada de 1890) multiplicou seu
valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo
recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão
de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com
uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de
Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado
troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas
grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de
novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro
de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método
principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na
estrita obediência à “lei da oferta e procura”, e claro se levará em
conta a mencionada histórica valorização.

Neste prisma,
cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a
mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou
galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o
segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo
artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço
de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de
um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando
a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços
alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais
importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a
respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no
cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre
outros requisitos.

Finalmente se
fará à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se
verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que
a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise,
mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros
fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e
processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo
localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente
quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista,
dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não
do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente
de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a
pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e
iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi
usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem
que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura
econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-    RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

Pintor e professor, inicia
sua formação artística no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1945 e
1949. Na década de 50, estuda na Itália, onde cursa afresco na Scuola Delle
Arti Ornamentali, sob a orientação do Prof. Cesare Brandi, história da arte e
Restauro no Instituto Nacional D’Archeologia e Storia dell’Arte, desenho de nu
na Academia di Belle Arti; e em Paris, França, cursa mosaico na Ecole D’Art
Italien, sob a orientação do Prof. Gino Severini, além de aperfeiçoar-se na
Escola Superior de Belas Artes e nas Académies Julien e de La Grand Chaumière.
No Brasil, freqüenta o curso livre da Escola de Belas Artes em São Paulo. Em
1957, assume as cadeiras de desenho, pintura e técnica de pintura no Museu de
Arte da Fundação Armando Alvares Penteado, Faap. Realiza uma série de retratos,
dentre eles do General Eurico Gaspar Dutra, de Jânio Quadros, do Barão e
Baronesa Mazzei, de Paulo Abreu e de Oswaldo Gomes Cardim.

Exposições Individuais

1946 – Campinas SP –
Individual, no Foyer do Teatro Municipal

1970 – São Paulo SP –
Individual, no Instituto Meninos de São Judas Tadeu

1976 – São Paulo SP –
Individual, na Galeria de Arte do Clube Português

1978 – São Paulo SP –
Individual, na Galeria de Arte do Clube Português

Exposições Coletivas

1942 – São Paulo SP – 8º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1943 – São Paulo SP – 9º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia – menção honrosa

1944 – São Paulo SP – 10º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia – medalha de bronze

1944 – São Paulo SP – 9º
Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

1945 – São Paulo SP – 11º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia – Prêmio Lino Morganti

1946 – São Paulo SP – 12º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1948 – São Paulo SP – 14º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia – pequena medalha de
prata

1949 – São Paulo SP – 15º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

1951 – São Paulo SP – 16º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia – prêmio de viagem ao
país

1952 – São Paulo SP – 17º
Salão Paulista de Belas Artes – Prêmio Governador do Estado, de aperfeiçoamento
artístico

1954 – São Paulo SP – 19º
Salão Paulista de Belas Artes

1956 – São Paulo SP – 20º
Salão Paulista de Belas Artes

1957 – São José do Rio
Preto SP – Semana Euclidiana

1957 – São Paulo SP – 21º
Salão Paulista de Belas Artes – prêmio aquisição

1959 – São Paulo SP – 24º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia – 1º Prêmio Governo do
Estado

1960 – São Paulo SP – 25º
Salão Paulista de Belas Artes – Prêmio Valentim Amaral

1963 – São Paulo SP – 28º
Salão Paulista de Belas Artes – pequena medalha de ouro

1964 – São Paulo SP – 29º
Salão Paulista de Belas Artes

1965 – São Paulo SP – 35º
Salão Paulista de Belas Artes – Prêmio Assembléia Legislativa do Estado

1969 – São Paulo SP – 34º
Salão Paulista de Belas Artes

1970 – São Paulo SP – 35º
Salão Paulista de Belas Artes

1971 – São Paulo SP – 36º
Salão Paulista de Belas Artes

1972 – São Paulo SP – 37º
Salão Paulista de Belas Artes

1974 – São Paulo SP – 38º
Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia – Prêmio Conselho
Estadual de Cultura

1982 – São Paulo SP –
Marinhas e Ribeirinhas, no Museu Lasar Segall

Fonte: Itaú Cultural

 

3-    ANALISE DA OBRA

 

Estamos diante de uma obra com potencial
de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Obra em bom estado de conservação,
fotografada e certificada pelo leiloeiro.

A inspiração do artista foi a ilustração
da
dupla
de marido e mulher 
Provensen na
A
Ilíada e a Odisseia”, a
daptado do poema original de Jane
Werner Watson.

A Ilíada e a Odisseia

 

4-
PESQUISA DE VENDA E
FONTES DE PESQUISA

 

Pesquisado
em:

https://www.escritoriodearte.com/artista/sylvio-alves
– consultado em 01/07/2020

https://www.artprice.com

Sylvio ALVES (1926) é um artista nascido em 1926 O resultado
do leilão mais antigo já registrado no site para uma obra de arte deste artista
é uma pintura vendida em 2011, na Tableau Arte & Leilões.

 

5-
CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Nestes termos,
feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente
obra, para o ano de 2020 no valor de USD300.000 (trezentos mil dólares
americanos).

 

6-    CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE
n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45
,
endereço eletrônico:
enriquegarrido5@hotmail.com, galerista
(galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou
assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto
Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica
– governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras
de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris-
França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do
Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela
data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

 

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

 

E. A. Lenk ou Franz Lenk(Alemanha 1898-1968) O.S. Madeira 28x21cm

 

SUMARIO

 

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

 

 

 

1-   INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) "Velhos Mestres" – obras de artistas nascidos antes de 1759; b) "Século XIX" – obras de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)"Arte do pós-guerra" – obras de artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O "pai" da arte moderna, Paul Cézanne, o "inventor" da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes, mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59 milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de Meules (datada de 1890) multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura", e claro se levará em conta a mencionada histórica valorização.

 

 

 

Neste prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros requisitos.

Finalmente se fará à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista, dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-   RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

Franz Lenk (21 de junho de 1898 Langenbernsdorf, Alemanha – 13 de setembro de 1968, Schwäbisch Hall, Alemanha) foi um paisagista e co-fundador do grupo “The Seven”.Depois de um aprendizado como pintor decorativo e litografia de 1912 a 1915.

Franz Lenk estudou na Academia de Dresden em 1916.

Lenk foi convocado para o serviço militar e, a partir de 1922, continuou seus estudos.

Em 1928, Lenk foi co-fundador do grupo “Die Sieben” e em 1929 Lenk foi membro da Associação de Artistas de Berlim, membro da Secessão de Berlim em 1936 e membro da Academia Prussiana de Artes em 1937.

De 1933 a 1936, Franz Lenk foi membro do conselho presidencial do Reichskammer der bildenden Künste.

Também em 1933, ele foi nomeado professor da Escola dos Estados Unidos em Berlim.

Em 1937, Lenk negou sua participação na Grande Exposição de Arte Alemã na Casa de Arte Alemã e proferiu sua palestra na United State School em protesto contra a difamação de seus colegas e contra a repressiva "política artística" do "Terceiro Reich".

Em 1950, ele recebeu um trabalho de professor no Instituto Carnegie, em Pittsburgh.

Em 1959, Lenk se estabeleceu no Schwäbisch Hall, onde se tornou o comissário cultural da cidade.

 

3-   ANALISE DA OBRA

 

Estamos diante de uma obra com potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Obra em bom estado de conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

A arte do pós-guerra e a arte contemporânea são hoje os dois segmentos que mostram os aumentos mais fortes de preços no curto, médio e longo prazos. Esses dois períodos de criação desfrutam de demanda exponencial que a oferta é capaz de acompanhar. Por outro lado, os outros períodos da criação sofrem uma diluição gradual dos preços: à medida que as principais obras de alta qualidade se tornam cada vez mais raras, a qualidade geral das obras disponíveis inevitavelmente tende a diminuir.

 

4-      PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

A arte do pós-guerra e a arte contemporânea são hoje os dois segmentos que mostram os aumentos mais fortes de preços no curto, médio e longo prazos. Esses dois períodos de criação desfrutam de demanda exponencial que a oferta é capaz de acompanhar. Por outro lado, os outros períodos da criação sofrem uma diluição gradual dos preços: à medida que as principais obras de alta qualidade se tornam cada vez mais raras, a qualidade geral das obras disponíveis inevitavelmente tende a diminuir.

 

Pesquisado em:

LA COTE DES PEINTRES – 1985 a 2005 fls. 637

https://www.artprice.com

www.akoun.com

 

5-      CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Nestes termos, feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente obra, para o ano de 2020 no valor de USD1.500.000 (um milhão e quinhentos mil dólares americanos).

 

6-   CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com, galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

 

Frederick
Childe Hassam( EUA 1859 – 1935) O.S. Tela-  45x 37 cm

 

SUMARIO

 

INTRODUÇÃO
………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO
DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE
DA OBRA
………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA
DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO
DA AVALIAÇÃO
………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO
AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

 

 

1-   INTRODUÇÃO

 

Trata-se
o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de
9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em
entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas  pertenciam
a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio
até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares,
em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes
foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou
colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando
da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser
considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período
criativo’  o seguinte esquema: a) “Velhos Mestres” – obras de
artistas nascidos antes de 1759; b) “Século XIX” – obras de artistas
nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos
entre 1860 e 1919;d)”Arte do pós-guerra” – obras de artistas nascidos
entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após
1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade
do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a
oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para
adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda,
a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas
que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito
geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de 
Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O “pai” da arte moderna, Paul Cézanne, o
“inventor” da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René
Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas
algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados
em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes,
mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou
1930, os trabalhos posteriores de  
Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A
Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien ,
um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa
estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos
60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda
(com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso
tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou
US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3
milhões). Da mesma forma, com relação a  
Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou
de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59
milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma
pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na
Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986
(quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de 
Meules (datada de 1890) multiplicou seu
valor em nada menos que 44 vezes. O resultado não foi apenas um recorde
para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e
representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos. A venda coroou
um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida
particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet
permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos
por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas
grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de
novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro
de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente
o

método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de
mercado, na estrita obediência à “lei da oferta e procura”, e claro
se levará em conta a mencionada histórica valorização.

Neste
prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços
para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o
marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois
revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele
sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o
terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional,
portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos
relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica
muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos
semelhantes do artista.

O mais importante,
evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da
oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário
artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros
requisitos.

Finalmente se fará
à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se
verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que
a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise,
mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros
fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e
processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo
localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente
quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista,
dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não
do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente
de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a
pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e
iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi
usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em
confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento –
que podem mudar da noite para o dia.

 

2-   RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

Frederick Childe Hassam (1859-1935) foi um pintor impressionista
americano pioneiro, cujo trabalho sempre manteve um sabor definitivamente
nativo. N
asceu em Dorchester, Massachusetts, em
17 de outubro de 1859.

Ele se interessou cedo por arte e, em vez de ir para a
faculdade, foi trabalhar em uma loja de gravadores de madeira em
Boston. Aqueles foram os grandes dias da ilustração americana, e logo seu
trabalho apareceu em todos os tipos de revistas. Durante as noites,
desenhava nus no Boston Arts Club e, nos fins de semana, trabalhava ao ar livre
com pintores de paisagens. Ele logo teve seu próprio estúdio e seus
próprios alunos.

Em 1883, Hassam foi para a Europa por um ano. Em seu
retorno, ele se casou com uma amiga de infância, Kathleen Maude Doane. O
casal se mudou para Paris por 3 anos, onde Hassam ganhou a vida fazendo
ilustrações de revistas e pintando quadros que ele enviou para casa para
revendedores. Suas primeiras cenas nas ruas de Paris estão entre suas
melhores obras. Ele continuou estudando na Académie Julian, mas sua pintura,
impulsionada pelo crescente vento do impressionismo, logo se desviou do
acadêmico.

Hassam absorveu facilmente as cores vivas, a luz branca e a
paleta pálida do impressionismo. Sua principal preocupação a partir de
então era leve; suas figuras, não seu melhor trabalho, são padrões planos,
e até suas excelentes gravuras são estudos à luz. Os impressionantes
resultados de seu interesse pela luz são mais bem vistos em suas pinturas de
paisagens, costas rochosas e nas igrejas brancas de Gloucester e East Hampton.

Assim que pôde, Hassam se dedicou inteiramente à
pintura. Ele recebeu honras desde cedo – uma medalha de bronze na
Exposição de Paris (1889) e uma medalha de prata em Munique (1892).

Pintor nato, ele certamente gostava de pintar mais do que qualquer
outra coisa. No entanto, ele ficou um pouco preocupado com sua dívida com
os impressionistas franceses, insistindo que o movimento moderno da pintura se
baseasse em John Constable, William Turner e Richard Bonington. Mas o fato
é que ele pintou mais como Claude Monet do que Theodore Robinson, que era o
discípulo declarado de Monet; e o trabalho de Hassam era muito mais
derivado do que o de Alden Weir ou John Twachtman e, portanto, possivelmente,
tudo mais fácil de entender e aceitar.

Hassam nunca desistiu de pintar a figura, principalmente depois
de se estabelecer em Nova York em 1889. Sua colorida Nova York não tem relação
com a Paris de Camille Pissarro, e sua famosa série de bandeiras depende muito
da influência de Édouard Manet. Hassam era membro do “The Ten” e
um expositor regular na Carnegie International e na exposição anual da Academia
da Pensilvânia.

Hassam era um grande cavalheiro de rosto vermelho, orgulhoso de
sua ascendência na Nova Inglaterra. Sua vida foi sem provações. Ele
era animado e alegre, bastante agressivo e extrovertido. Ele morreu em
East Hampton, Long Island, em 27 de agosto de 1935, deixando todo o seu
trabalho para a Academia Americana de Artes e Letras.

Ele produziu mais de 3.000 pinturas, óleos,
aquarelas, gravuras e litografias ao longo de sua carreira e foi um influente
artista americano do início do século XX.

 

3-   ANALISE DA OBRA

 

A obra está preservada, em bom estado de
conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

 

4-     
PESQUISA DE VENDA E
FONTES DE PESQUISA

 

Menciona-se que devido a diminuição da disponibilidade de
obras do período e do artista traz potencial para valorização.

 

 

Adeline Adams, Childe Hassam, Ed.
American Academy of Arts and Letters, 1938

 

5-     
CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Em virtude da
história da vida e escassez de obras do artista há potencial de valorização nos
patamares expostos no presente trabalho.

Nestes termos,
feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente
obra, para o amo de 2020 no valor de USD 3.000.000(três milhões de dólares
americanos
), podendo dobrar de valor.

 

6-   CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580,
inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45
, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com,
galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys,
curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior (
Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da
Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de
diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no
exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da
Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no
brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

 

 

 

 

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE (COA – CERTIFICATE OF AUTHENTICITY)

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

 

 

FRÉDÉRIC BAZILLE (FRANÇA 1841-1870) O.S.TELA -78X67 CM

 

 

SUMARIO

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

1-   INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) "Velhos Mestres" – obras de artistas nascidos antes de 1759; b) "Século XIX" – obras de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)"Arte do pós-guerra" – obras de artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O "pai" da arte moderna, Paul Cézanne, o "inventor" da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes, mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59 milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de Meules (datada de 1890) multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura", e claro se levará em conta a mencionada histórica valorização.

 

 

 

Neste prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros requisitos.

Finalmente se fará à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista, dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-   RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

Entre o grupo principal dos pintores impressionistas há um de seus representantes cujo nome terminou obscurecido em função de sua morte prematura.

Era Frédéric Bazille, artista extremamente promissor que foi um dos tantos soldados franceses abatidos na Batalha de Beaune-la-Rolande, durante a Guerra Franco-Prussiana.

 

 

Membro de uma família protestante de Montpellier, Bazille nasceu há 170 anos, em dezembro de 1841.

Seu pai era um abastado representante da burguesia rural francesa, e o filho desde cedo foi encaminhado para o estudo de medicina.

Já na adolescência, porém, ele inclinou-se para as artes, que desde cedo o interessaram. Ingressou na Escola de Belas artes local e passou a frequentar o estúdio do acadêmico Charles Gleyre.

Um encontro importante em sua juventude foi com o crítico e colecionador de arte, Alfred Bruyas Montpellier, figura de grande importância no movimento artístico francês. Tendo exercido influência sobre o realista Gustave Corbet, ele influenciaria também a jovem geração impressionista.

Este é um dado bastante significativo na relação de continuidade e ruptura que existe entre o realismo e o impressionismo. Além de Montpellier, que passou algo de suas idéias sobre a verdade na arte para a nova geração, o também influente Edouard Manet fora também discípulo de Courbet. A obra de ambos os pintores teria grande impacto sobre a pintura de Bazille.

Pela influência precoce destes artistas, dois dos representantes mais radicais da pintura de sua época, Bazille também não tarda a abandonar o estudo acadêmico para se embrenhar, ao lado de seu amigo, Claude Monet, na floresta de Fontainebleau, ambos buscando pintar diretamente da realidade observada.

Em 1864, estabelecido em Paris, Bazille monta um ateliê, que era então freqüentado por pintores como Boudin e Jongkind. Um ano mais tarde, ele divide um novo ateliê como Monet, que ajuda financeiramente.

A estréia de Bazille no Salão Oficial se dá em 1866, com uma tela convencional e pouco expressiva, Natureza-Morta com Peixes. Este trabalho serve, porém, como demonstração de seu grande domínio da técnica já nestes anos.

A partir deste ano, Bazille passaria a expor anualmente no Salão até o início da guerra, em 1870. Seus melhores trabalhos, no entanto, aqueles que desenvolviam mais acentuadamente as técnicas da nova pintura, não estavam entre as obras aceitas no Salão.

Datam destes quatro anos as melhores pinturas de Bazille, trabalhos que revelam sua rápida evolução no sentido do impressionismo e indicam o grande pintor que ele poderia se tornar caso tivesse vivido mais tempo.

 

 

Destacam-se aí obras como Hospital de Campo Improvisado, de 1865, mostrando Monet acidentado sobre uma cama, ou excelente quadro Reunião Familiar, mostrando um grupo ao terraço de uma residência de campo, obra tida como o mais expressivo exemplo do impressionismo de Bazille.

Merecem destaque ainda suas paisagens marinhas realizadas entre 1867 e 68, ou um belíssimo retrato de Pierre-Auguste Renoir, onde o amigo aparece em uma pose de grande informalidade, totalmente avessa aos cânones da época e uma das marcas distintivas do impressionismo.

A obra Banhistas, de 1869, é um dos melhores exemplos da adaptação dos impressionistas deste tema típico do academicismo e do romantismo francês, com suas cenas classicistas ou orientais.

Nesta tela de Bazille, ele mostra um grupo vulgar de pessoas em trajes contemporâneos divertindo-se em uma tarde ensolarada.

Em Toilet e Depois do Banho, ambas de 1870, Bazzille volta-se para os nus, apresentados também segundo a nova visão destes artistas, abandonando as idealizações buscando retratar as modelos tais quais eram na realidade.

Estas telas finais, ao lado de trabalhos como Louis Auriol Pescando, revelam um artista que estava ingressando em sua fase de maturidade, com uma rápida evolução que acompanhava o desenvolvimento de seus próprios amigos, onde a luz tinha um papel cada vez mais preponderante no tratamento da imagem.

Seu trabalho é encerrado a abruptamente em 1870, quando se inicia a Guerra Franco-Prussiana, resultado da escalada militarista impulsionada por Napoleão III.

A guerra foi lançada por um objetivo especificamente imperialista da burguesia francesa: impedir a unificação alemã e barrar seu desenvolvimento nacional e sua influência crescente sobre a Europa.

Este conflito foi um acontecimento de grande importância na história do impressionismo.

Todos os membros do grupo, de uma forma ou de outra foram envolvidos pela guerra.

Degas, Renoir e Bazille ingressaram no Exército, Cèzanne retirou-se para Provença, e Monet, Sisley e Pissarro partiram para Londres – viagem importante que marcou sua descoberta da obra de Turner, que teria influência marcante no desenvolvimento geral da nova pintura.

Para a França, a guerra foi um desastre completo. As tropas prussianas, mais bem preparadas, derrotaram os franceses em todas as frentes, encerrando a guerra após a esmagadora campanha em Sedan, na qual o próprio Napoleão III caiu prisioneiro nas mãos da Prússia.

Em setembro de 1870 a guerra estava encerrada, mas os conflitos se estenderam ainda durante alguns meses.

Depois de vencer em Sedan, as tropas de Bismarck marcharam em direção a Paris, onde montaram um cerco.

Parte das tropas ainda em campo são mobilizadas para tentar desbaratar o cerco e enfraquecer as posições prussianas.

É neste cenário que dá-se a Batalha de Beaune-la-Rolande, uma das mais vergonhosas da história da França. Nela, um batalhão de 60 mil franceses liderados pelo general Jean-Constant Crouzat deveriam avançar contra as posições prussianas nos arredores de Paris.

Os soldados de Crouzat enfrentam-se em novembro com um exército de apenas nove mil prussianos, e são vergonhosamente derrotados. Estima-se que entre mortos e feridos, a Prússia tenha perdido pouco mais de uma centena de soldados, ao passo que no lado francês, tenha se perdido mais de oito mil homens.

Entre os milhares de mortos, estava também o jovem pintor Frédérick Bazille.

Encerrada a guerra, os artistas franceses retomam suas atividades em Paris. A França, porém, passaria ainda por anos de crise até a estabilização efetiva do regime. A monarquia de Napoleão III tombara na guerra.

Em 1871, o povo em armas proclama a Comuna de Paris, que é violentamente esmagada poucas semanas mais tarde. É montada sobre um enorme aparelho repressivo que será erguida a Terceira República Francesa.

É também sobre este governo que o impressionismo irá se desenvolver plenamente.

A nova pintura seria uma das manifestações desta crise, desenvolvendo-se como uma corrente marginal das artes.

Não é casual, portanto, que o movimento tenha atingido seu momento mais importante nos anos que se seguiram a esta crise, e não antes.

A obra de Bazille, neste sentido, apresenta-se hoje como uma pintura irrealizada, um impressionismo que nunca chegou a florescer plenamente.

 

 

 

3-   ANALISE DA OBRA

 

A obra apresenta desgaste, todavia a pintura não está comprometida, estando preservada, estando no geral em bom estado de conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

 

4-      PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

Menciona-se que devido a diminuição da disponibilidade de obras do período e do artista traz potencial para valorização.

 

Pesquisado leilão:

 

LA COTE DES PEINTRES – 1985 a 2005 fls. 80

https://www.artprice.com

https://pt.slideshare.net/michaelasanda/la-femme-en-rouge48/20

www.akoun.com

 

5-      CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Em virtude da história da vida e escassez de obras do artista há potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Nestes termos, feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente obra, para o ano de 2020 no valor de USD1.000.000(um milhão de dólares americanos).

 

6-   CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com, galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

Elena Castellanos (montevideo 1929 –2000) O.S.Duratex 70x50cm

 

SUMARIO

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

SUMARIO

 

1-    INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) "Velhos Mestres" – obras de artistas nascidos antes de 1759; b) "Século XIX" – obras de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)"Arte do pós-guerra" – obras de artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O "pai" da arte moderna, Paul Cézanne, o "inventor" da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes, mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59 milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de Meules (datada de 1890) multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura", e claro se levará em conta a mencionada histórica valorização.

Neste prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros requisitos.

Finalmente se fará à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista, dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-    RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

Artista Plástica, natural de Montevideo Uruguai, estudou no Instituto Escola Nacional de Belas Artes de Montevideo.

Cita-se algumas passagens de seus êxitos a menção especial no salão Nacional de Belas Arte de Montevideo nos anos de 1949, 1950 e 1951.

Realizou na década de 1970 inúmeras exposições no Uruguai, Argentina e Brasil, com notável sucesso, destacando-se a exposição realizada na assembleia legislativa de Porto Alegre/RS, com apoio das Aerolineas Argentinas.

Parte de sua sobras foram adquiridas pela Galeria Velazquez de Buenos Aires, pelo Banco do Trabalhador de Montevideo, pela embaixada da África do Sul e pelos atores Robert Taylor e Linda Cristal. Suas obras também estão em acervos no México, Portugal, Venezuela, Estados Unidos e Espanha.

 

3-    ANALISE DA OBRA

 

Estamos diante de uma obra com potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Obra em bom estado de conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

 

4-      PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

Pesquisado em: https://http2.mlstatic.com/desenho-giz-de-cera-elena-castellanos-1973-boleadeira-cavalo-D_NQ_NP_114411-MLB20543627584_012016-F.webp

 

5-      CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Nestes termos, feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente obra, para o ano de 2020 no valor de USD500.000 (quinhentos mil dólares americanos).

 

6-    CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com, galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

 

 

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Hector Hyppolite https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/hector-hyppolite/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=hector-hyppolite https://www.ceprovi.com.br/2020/07/24/hector-hyppolite/#respond Fri, 24 Jul 2020 17:10:11 +0000 https://ceprovi.com.br/?p=1250 “COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO” AUTENTICIDADE ORIGEM AVALIAÇÃO. Hector Hyppolite (R. Dominicana-1894-1948) O.S.Madeira 84 X52cm SUMARIO INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01 RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02 ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03 PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04 CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05 CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06 ANEXOS…………………………………………………………………………………..07 1-   INTRODUÇÃO   Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise […]

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

Hector Hyppolite (R. Dominicana-1894-1948) O.S.Madeira 84 X52cm

SUMARIO

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

1-   INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) "Velhos Mestres" – obras de artistas nascidos antes de 1759; b) "Século XIX" – obras de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)"Arte do pós-guerra" – obras de artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O "pai" da arte moderna, Paul Cézanne, o "inventor" da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes, mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59 milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de Meules (datada de 1890) multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura", e claro se levará em conta a mencionada histórica valorização.

 

 

 

Neste prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros requisitos.

Finalmente se fará à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista, dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-   RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

Hector Hyppolite (1894-1948) era um pintor haitiano, de Saint-Marc. O talento de Hyppolite como artista foi notado por Philippe Thoby-Marcelin , que o trouxe para a capital do Haiti, Port-au-Prince, em 1946.

Hyppolite trabalhou no estúdio dirigido por Dewitt Peters , um aquarista e professor dos Estados Unidos que Chegou ao Haiti para ensinar a língua inglesa como parte da Política de Bom Vizinho .

Em 1944, Peters abriu um centro de arte na capital que forneceu materiais gratuitos. Antes de chegar no Center d’Art Hyppolite tinha pintado sobre papelão usando penas de frango e vendido para visitar os fuzileiros navais dos Estados Unidos porque ele não possuía pincéis. Peters notou primeiro o trabalho de Hyppolite em 1943 nas portas exteriores de um bar em Montrouis , que Hyppolite pintara com desenhos de flores e pássaros.

André Breton , um líder surrealista , viajou para o Haiti em 1945 com o artista cubano Wifredo Lam . Lam comprou duas das pinturas de Hyppolite; Breton comprou cinco pinturas e escreveu sobre o trabalho de Hyppolite em Surrealismo e Pintura .

Embora Breton incluísse Hyppolite entre surrealistas, o trabalho de Hyppolite foi mais realista e religioso do que um esforço para reproduzir imagens de sonhos. No entanto, o respeito de Breton pelo trabalho de Hyppolite trouxe a pintura de Hyppolite e haitiano para um público mais amplo.

Em janeiro de 1947, a Hyppolite exibiu em uma exposição da UNESCO em Paris e recebeu uma recepção entusiasta. O escritor dos Estados Unidos, Truman Capote, elogiou a pintura de Hyppolite "porque não há nada nele que tenha sido transposto slyly".

Hyppolite, um pintor prolífico, tipicamente retratou cenas Vodou e criou entre 250 e 600 pinturas nos últimos três anos de sua vida. Grande parte de seu trabalho foi influenciado por sua devoção ao seu trabalho como padre. No entanto, depois de se retirar de seu trabalho como houngan, seu trabalho refletiu os aspectos mais escuros da vodou haitiana. Ele morreu em cerca de 54 anos na capital do Haiti, Porto Príncipe.

 

3-   ANALISE DA OBRA

 

Estamos diante de uma obra primorosa e de um artista com potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Obra em bom estado de conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

A arte do pós-guerra e a arte contemporânea são hoje os dois segmentos que mostram os aumentos mais fortes de preços no curto, médio e longo prazos. Esses dois períodos de criação desfrutam de demanda exponencial que a oferta é capaz de acompanhar.

Por outro lado, os outros períodos da criação sofrem uma diluição gradual dos preços: à medida que as principais obras de alta qualidade se tornam cada vez mais raras, a qualidade geral das obras disponíveis inevitavelmente tende a diminuir.

 

4-      PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

Pesquisado em https://www.artprice.com/artist., verifica-se que o valor das obras manteve sempre crescente.

LA COTE DES PEINTRES – 1985 a 2005 fls. 523

https://www.artprice.com

www.akoun.com

https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=799lRfJ5&pccid=O89ESg9E&id=94D02F01FF202A05B1C659EB060173ACFA1BD3B6&pmid=73E7297596D3143783A3EDBF28091500B2032B97&q=hector+hyppolite&psimid=608020418760474931&ppageurl=https%3a%2f%2fliveauctioneers.com%2fitem%2f9121510&iss=VSI&selectedIndex=4&first=1&count=35&vw=75d96+c30f6+61eb1+c8461+12072+1d9fb+7eabe+cf6c5+f0a6c+44f7d+19b3b+020fa+c855d+6afc2+15e1c+cf609+74f6a+415e2+f0fb5+aa497+47e744134ca8e4eca7177eb64c6314a8e4acf4c648a197e8a4d1185151c89c5f2ce47a1586c88193c9dd243044a00574aa8a&simid=608020418760474931.

 

Referências:

Jane Turner, ed. (2000). Enciclopédia da Arte da América Latina e do Caribe . Macmillan Reference Limited. pp. 354-355.

Jacqueline Barnitz (2001). Arte do século XXI da América Latina . University of Texas Press. pp. 124-126.

Kristin G. Congdon e Kara Kelley Hallmark (2002). Artistas de culturas latino-americanas: um dicionário biográfico . Greenwood Press. pp. 108-110.

P. Schutt-Ainé, Haiti: um livro de referência básico , 113

Hector Hyppolite " . Arte latino-americana

 

5-      CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Em virtude da história da vida e escassez de obras do artista há potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Nestes termos, feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente obra, para o ano de 2020 no valor de USD 1.000.000(um milhão de dólares americanos).

 

6-   CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com, galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

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“COLEÇÃO CEPROVI PARA LEILÃO”

AUTENTICIDADE

ORIGEM

AVALIAÇÃO.

Madge Gill (Londres, Inglaterra, 1882-1961)O.S.C  71 x 34 cm

SUMARIO

INTRODUÇÃO ………………………………………………………………………………………………..01

RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR ……………………………………………………………02

ANALISE DA OBRA ………………………………………………………………………………………..03

PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA …………………………………………….04

CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO ………………………………………………………………………05

CURRICULUM DO AVALIADOR………………………………………………….06

ANEXOS…………………………………………………………………………………..07

 

1-   INTRODUÇÃO

 

Trata-se o presente de trabalho “Pró Bono” para análise da autenticidade e avaliação de 9(nove) obras de arte da denominada “coleção ceprovi para leilão”.

Em entrevista com o proprietário, constatou-se que as obras indicadas pertenciam a coleção privada de família tradicional de São Paulo, ficando sob seu domínio até sua aquisição pelo proprietário atual.

Realmente menciono que que em caso de coleções particulares, em que as obras estão no domínio de famílias por tempos, e que muitas vezes foram doadas informalmente pelos próprios autores dos trabalhos ou colecionadores, não é costumeira a busca e guarda de certificados, mas quando da eventual comercialização, é recomendável essa prática, fatos que devem ser considerados na presente avaliação apenas por mera argumentação.

No presente trabalho será considerado para segmentação de ‘período criativo’  o seguinte esquema: a) "Velhos Mestres" – obras de artistas nascidos antes de 1759; b) "Século XIX" – obras de artistas nascidos entre 1760 e 1859;c) “Arte Moderna” – obras de artistas nascidos entre 1860 e 1919;d)"Arte do pós-guerra" – obras de artistas nascidos entre 1920 e 1944;d)“Arte Contemporânea” – obras de artistas nascidos após 1945; e) Século XIX e Arte Moderna: artistas nascidos de 1760 a 1920.

Menciona-se que as obras-primas do século XIX e da primeira metade do século XX são mercadorias cada vez mais raras; mas quando surge a oportunidade, os colecionadores estão dispostos a pagar preços altos para adquiri-los. Experimentando um claro desequilíbrio entre oferta e demanda, a falta de peças excepcionais de Picasso ou Modigliani – as duas assinaturas que alcançaram resultados acima dos US $ 100 milhões em 2018 – teve um efeito geralmente amortecedor sobre as vendas. Apenas uma pintura de Claude MONET (1840-1926) ultrapassou o limite de US $ 100 milhões.

O "pai" da arte moderna, Paul Cézanne, o "inventor" da abstração Wassily Kandinsky, o mestre surrealista René Magritte, ou mesmo o principal futurista, Umberto Boccioni, foram apenas algumas das figuras-chave da arte ocidental que obtiveram excelentes resultados em 2019, gerando ganhos de capital substanciais e estabelecendo novos recordes, mas também refletindo um interesse crescente em obras consideradas “atrasadas”…

 

 

 

 

Na ausência de obras-primas dos períodos Azul, Rosa, Cubista ou 1930, os trabalhos posteriores de  Pablo PICASSO (1881-1973) suscitaram considerável interesse dos colecionadores. A Sotheby’s se beneficiou disso com a venda de Femme au chien , um retrato de Jacqueline Roque, pintado em 1962. O trabalho dobrou sua baixa estimativa para alcançar US $ 55 milhões, um recorde para o Picasso dos anos 60, mas uma evolução natural para o mundo mais influenciado. artista de demanda (com 3.200 lotes vendidos em 2019).

A longo prazo, a acumulação de valor do trabalho de Pablo Picasso tem sido excepcionalmente sólida. O preço de seu  Femme dans un fauteuil (Françoise) aumentou US $ 10 milhões entre 2000 (US $ 3,3 milhões) e 2019 (US $ 13,3 milhões).

Da mesma forma, com relação a  Paul CÉZANNE (1839-1906), cuja chaleira com frutas (1888-1890) dobrou de valor em apenas 20 anos, passando de US $ 29 milhões em 1999 para US $ 59 milhões no ano passado.

O melhor resultado do leilão de arte do ano premiou uma pintura impressionista de Claude Monet, vendida por US $ 111 milhões na Sotheby’s, em Nova York. Desde sua última aparição em leilão em 1986 (quando alcançou US $ 2,5 milhões), a excelente  pintura de Meules (datada de 1890) multiplicou seu valor em nada menos que 44 vezes.

O resultado não foi apenas um recorde para Monet, foi um novo recorde para todo o movimento impressionista e representou o 10º melhor leilão de arte de todos os tempos.

A venda coroou um mercado extremamente dinâmico em 2019, com uma taxa não vendida particularmente baixa: menos de uma em cada dez obras de Claude Monet permaneceu não vendida. O valor mais baixo de seu mercado troca desenhos por cerca de US $ 20.000.

Na mesma argumentação de valorização, verifica-se que o vampiro da meia-noite de Nara  (2010) também sugere que o preço de suas grandes pinturas dobrou nos últimos dois anos: US $ 2,2 milhões – 25 de novembro de 2017 – Christie’s, Hong Kong; para US $ 4,7 milhões – 7 de outubro de 2019 – China Guardian, Hong Kong.

Notadamente o método principal para a presente avaliação, decerto será o comparativo de mercado, na estrita obediência à "lei da oferta e procura", e claro se levará em conta a mencionada histórica valorização.

 

 

 

Neste prisma, cabe mencionar que  o mercado estabelece que podem coexistir três preços para a mesma obra de arte: o primeiro é o preço de ateliê, aquele que o marchand ou galerista paga ao artista adquirindo-lhe a obra, para depois revendê-la; o segundo é o preço final, o pago pelo consumidor final, aquele sugerido pelo artista, para a venda dos seus trabalhos nas galerias; e o terceiro é o preço de mercado, aquele que resulta da análise profissional, portanto subjetiva, de um somatório de aspectos diretos e indiretos relacionados àquela obra, chegando a um valor monetário que, geralmente, fica muito próximo à média dos preços alcançados nos leilões de arte, em trabalhos semelhantes do artista.

O mais importante, evidentemente, é a análise sobre o artista, seja no que tange a respeito da oferta e procura dos seus trabalhos, seja na sua importância no cenário artístico, formação profissional, curriculum vitae do artista entre outros requisitos.

Finalmente se fará à análise direta do trabalho, contendo analise da autenticidade (coa); se verificará em seguida se ele está assinado – e bem assinado -, considerando que a ausência ou problemas na assinatura pode desvalorizar a obra em análise, mesmo sendo de inequívoca autenticidade; procedência do quadro, registros fotográficos em livros e catálogos de arte; estado de conservação do trabalho e processos de restauro, de vez que o excesso de restauros ou em sendo localizados em partes fundamentais da pintura, pesam muito desfavoravelmente quando se procura lhe dar um valor monetário; a técnica usada pelo artista, dimensões adequadas ou inadequadas para o tipo de trabalho; tipicidade ou não do tema; se aquela fase do artista é valorizada pelo mercado, independentemente de ser antiga ou atual, já que cada artista tem a sua peculiaridade; se a pintura analisada é importante, em se considerando o cenário político, social e iconográfico da época em que foi executada; a qualidade do material que foi usado e a sua projeção de durabilidade.

Tudo isso tem que ser analisado em confronto com os modismos do mercado e a conjuntura econômica daquele momento – que podem mudar da noite para o dia.

 

2-   RESUMO DA BIOGRAFIA DO PINTOR

 

Madge Gill (nascida Maude Ethel Eades; 1882-1961) é uma das mais aclamadas artistas espiritualistas e é considerada por alguns comentaristas como a personificação da arte autodidata. [Image at right] Seu trabalho foi defendido por Jean Dubuffet, André Breton e vários defensores da arte brut, automatismo psíquico e criatividade não mediada. Outros espiritualistas a precederam na criação de obras mediúnicas (por exemplo, Victor Hugo, Vitorien Sardou, Georgiana Houghton, David Duguid, Hilma af Klint, Augustin Lesage, etc.), mas a produção artística prolífica de Gill tem sido cada vez mais reconhecida, com exposições e publicações. internacionalmente.

Durante sua vida, Gill criou milhares de obras de arte, no que ela descreveu como um estado de transe mediúnico. Sua arte é caracterizada por padrões geométricos rodopiantes e intrincados desenhos, ziguezagues e áreas quadriculadas, espirais e labirintos, escadas e formas arquitetônicas, com faces femininas flutuando, observando as formas ectoplasmáticas em cascata de suas composições.

O trabalho de Gill revela os reinos sobrenaturais que ela imaginou e artisticamente prestados durante seus estados em transe. Seus trabalhos não eram considerados primariamente como expressões artísticas, mas vistos como prova de comunicação com outros reinos, pois os projetos eram guiados pela intervenção dos seres espirituais.

Como outros espiritualistas, Gill não atribuiu sua arte às suas próprias habilidades, mas considerava-se um vaso físico através do qual o mundo espiritual poderia ser expresso.

A manifestação de “provas” físicas foi um aspecto importante do movimento espírita inicial, fornecendo evidências do mundo espiritual, seja através de batidas misteriosas (como no caso das irmãs Fox inicialmente), do virar de mesa, da aparência de ectoplasma, espiritualista, desenhos e pinturas, escrita automática através do uso de plaquetas, fotografia de espírito ou outros tipos de materialização.

As manifestações físicas produzidas através das práticas espíritas caracterizavam-se pelo fenômeno do automatismo, no qual a personalidade do indivíduo é subordinada à do espírito e o médium se torna um condutor, comunicando mensagens ou espontaneamente produzindo arte e escritos que estão fora de si. controle consciente.

Como observa Massimo Introvigne, existem pelo menos três tipos distintos de arte espiritual: 1) obras “precipitadas” que aparecem aparentemente sem o uso de mãos humanas, com os espíritos que se acredita que produzem a arte diretamente; 2) retratos de espíritos que dizem estar presentes durante sessões que são então pintadas por médiuns; e 3) obras de arte produzido por médiuns cujas mãos são guiadas por espíritos (Introvigne 2017).

A arte de Gill se encaixa na terceira categoria, pois suas obras foram atribuídas à orientação e controle direto do reino espiritual. [Imagem à direita] Embora sua arte consista principalmente em visões do mundo espiritual, também inclui referências a princípios espirituais específicos.

Gill nasceu (como Maud Ethel Eades) em janeiro 19, 1882 fora do casamento em Walthamstow (o East End de Londres) para Emma Elizabeth Eades e um pai sem nome.

Sua mãe, Emma, ​​com vinte e seis anos na época, foi mandada para a casa de Joseph e Sarah Leakey para evitar a vergonha pública em relação ao filho ilegítimo. Emma acabou voltando a morar com os pais, mas a jovem Maud foi cuidada pelos Leakey que foram pagos para serem seus cuidadores de 1882-1891.

Em setembro, 1891 Maud se mudou brevemente com sua tia Kate Gill, mas não pôde apoiá-la e, aos nove anos de idade, Maud foi enviada para a casa de meninas do Dr. Barnard em Barkingside. Neste orfanato, ela aprendeu várias habilidades domésticas e freqüentou aulas bíblicas, que mais tarde influenciaram sua arte.

Em 1896, Maud foi enviada ao Canadá com outros órfãos britânicos como parte de um programa de trabalho destinado a oferecer às crianças pobres “oportunidades” não disponíveis na Inglaterra.

Ela trabalhou como empregada doméstica e trabalhadora rural para várias famílias durante este tempo, ficou com saudades de casa e desejou retornar à Inglaterra, o que ela fez em novembro 1900.

Ao retornar, ela foi contratada como enfermeira e em 1904 morou novamente com sua tia viúva, Kate Gill, no leste de Londres. Um praticante de médium espírita, Kate conduziu sessões espíritas e acredita-se que ela tenha inspirado o interesse de Maud no Espiritismo, embora Maud possa ter sido apresentada a tais crenças anteriormente por sua avó espiritualista Caroline Eades (Ayad 2013).

Durante esse tempo, Maud começou um relacionamento com o filho de Kate, Tom Gill, e eles se casaram no 1907. Maud agora se chamava Madge Gill. Embora seu casamento tenha sofrido e ela sofresse de vários problemas de saúde, Madge Gill deu à luz três filhos, Laurie, Reggie e Bob, entre 1906 e 1913.

Durante os primeiros anos de sua vida, Gill experimentou considerável adversidade, e de 1918 a 1921 sua vida foi ainda mais atormentada por traumas, luto e doenças graves. Em 1918, seu filho Reggie morreu na pandemia de gripe com a idade de oito anos, e na mesma época todos os dentes de Gill foram removidos por causa de envenenamento séptico para suas gengivas.

Em 1920, seu olho esquerdo foi removido e substituído por um copo, após o diagnóstico de sarcoma melanótico.

No 1921, grávida e esperando por uma filha, Gill deu à luz uma menina biológica.

A mãe de coração partido quase morreu de complicações durante o trabalho de parto, e ela ficou gravemente doente por meses, sofrendo de depressão contínua e, possivelmente, um colapso nervoso. [Imagem à direita] Durante três meses no 1922, Gill tornou-se paciente do Hospital Lady Chichester por “problemas mentais, que incluíam ouvir vozes e ter visões dia e noite (Ayad 2013; Cardinal nd).

No início de março 1920, Gill foi inspirado a criar coisas depois de experimentar “uma presença” e ter uma visão de Cristo nas nuvens. Ela recebeu instruções divinas para escrever um livro de "Ritos Judaicos" e depois para criar arte, que incluía desenhos, pinturas, tricô, bordados, tapeçaria, vestidos, toalhas de mesa e piano. Como ela descreveu mais tarde,

Eu então tive uma inspiração para pegar minha caneta e fazer todo tipo de trabalho de um tipo artístico. . . . Levou várias formas. . . . Senti-me impelido a executar desenhos em larga escala em chita. Eu simplesmente não podia deixar e fiz em média 20 fotos por semana, todas em cores. . . . Senti que definitivamente fui guiado por uma força invisível (Cardeal 1972: 135).

Não está claro se Gill participou de sessões para se comunicar com seus filhos falecidos durante este tempo, mas em meados dos 1920s a força invisível que guiou seu trabalho foi identificada como o espírito Myrninerest, um nome que aparece como uma assinatura em muitos de seus desenhos. (muitas vezes na parte de trás de cartões postais e pedaços de papel), e que pode ser derivado de "Meu-íntimo-descanso" ou "Meu íntimo interior".

Na publicação, "Myrninerest the Spheres", o filho de Gill Laurie descreve os estados mediúnicos de sua mãe e relembra seus processos artísticos, com referências a noções espiritualistas e teosóficas. Estes incluem Progressão Espiritual, símbolos antigos, línguas perdidas, inscrições sagradas, mitologia egípcia, hieróglifos, cálculos astrológicos e a Bíblia (Gill 1926; Tibet e Boxer 2013: 1-5).

 

 

Além de seus pequenos pedaços, Gill criou enormes obras em rolos desenrolados de tecido de chita simples, alguns dos quais tinham mais de nove metros de comprimento. Essas peças enormes foram feitas de maneira espontânea, enquanto Gill desenrolava o tecido pouco a pouco à medida que avançava.

O processo de criatividade e os estados de transe transcendentes relacionados cativaram Gill, enquanto ela similarmente compunha seus desenhos rapidamente e de maneira não planejada. Ela passou por uma pilha de folhas de papelão 100 e encheu mais de uma dúzia delas com seus desenhos em uma noite. Ao longo de toda a sua vida, Gill criou milhares de desenhos, muitas vezes trabalhando na escuridão ou com pouca luz tarde da noite. Quando seu filho Bob se tornou inválido por dois anos depois de quebrar o pescoço em 1931, ela ficou ao seu lado cuidando dele e desenhando ou escrevendo durante a noite toda (Ayad 2013; Cardeal 1972: 137).

Quando perguntada sobre sua arte e sua enorme produção, Gill explicou que ela era apenas uma médium, e que todo design e ideia vinham de seu guia espiritual, Myrninerest.

Ao examinar seus milhares de desenhos, uma imagem aparece repetidamente: uma mulher com um olhar distante nos olhos, um nariz delicado e lábios minúsculos, muitas vezes em um chapéu elegante, cercados por formas fluidas e formas geométricas.

A expressão enigmática nos olhos e na face desta figura recorrente aparece como melancólica, temerosa ou assustada, enquanto em alguns instâncias parece curioso, calmo ou satisfeito.

De acordo com Gill, cada um desses rostos tinha significados, mas ela nunca especificou o que eles eram.

Essas figuras femininas sempre presentes e desencarnadas podem retratar o guia espiritual de Gill, ou sua filha perdida, ou sua mãe ausente, ou as meninas do orfanato de sua infância; ou podem representar retratos da própria Gill, ou de um alter ego sobrenatural, retirados das tribulações de sua vida.

Durante um período intensamente traumático na vida de Gill (a morte de seu filho, doenças devastadoras, desfiguramento, a morte de sua filha e seu casamento em desintegração), seu envolvimento em atividades mediúnicas forneceu consolo e foi um catalisador para a criatividade.

 

A participação de Gill no Espiritismo forneceu um caminho que a ajudou a confrontar suas experiências de abandono na infância, a perda de entes queridos, doenças e outras crises da vida, e criou a possibilidade de cura e bem-estar em algum grau.

Os significados espirituais e os aspectos pessoalmente terapêuticos da arte de Gill são indicados pelo fato de que ela tinha pouco interesse em vender ou preservar seu trabalho, respondendo que não era dela para vender, pois pertencia a Myrninerest.

Depois que ela morreu em janeiro 1961, milhares de desenhos foram encontrados em sua casa, em pilhas que foram empilhadas debaixo de camas e em armários, muitas vezes rasgadas ou em condições danificadas. Muitas dessas obras foram posteriormente doadas por seu filho Laurie ao East Ham County Borough Council, enquanto outras foram vendidas em leilão.

A arte de Gill foi subsequentemente celebrada como o epítome da arte brut (“arte bruta”) por numerosos entusiastas, incluindo Jean Dubuffet (1901-1985), que na 1948 fundou a Compagnie de l’Art Brut em Paris. A organização de Dubuffet dedicava-se a coletar e preservar tal arte (posteriormente denominada “arte de fora”), aquelas obras criadas por pessoas livres de treinamento artístico formal, cuja produção era “não contaminada” pela cultura da academia e existia em uma “autêntica cultura”. ”

Fora das normas culturais. Dubuffet incluiu a arte de Gill em sua coleção, assim como a de outros espiritualistas como Augustin Lesage, Laure Pigeon, Jeanne Tripier e Raphaël Lonné.

Nos últimos anos, o trabalho de Gill também tem sido exibido em vários contextos de arte brut e outsider internacionalmente, e inspirou vários artistas e músicos. Estes incluem o cantor britânico David Tibet, cujo grupo Myrninerest lançou o álbum: "Jhonn", pronunciou Babilônia (2012) e que co-publicou um livro de postais de Gill intitulado MYRNINEREST (Tibet e Boxer 2013).

O trabalho de Gill é singular em sua maestria e complexidade, e embora expresse uma visão exclusivamente privada, não é inteiramente "fora" da cultura, como foi produzido dentro do contexto do Espiritismo, um movimento religioso global que atraiu milhões de crentes.

As primeiras experiências numinativas de Gill podem ou não ter ocorrido independentemente das influências espíritas, mas ao longo dos anos ela desenvolveu uma reputação em seu bairro de Upton Park como um médium espírita que realizava sessões espíritas em sua casa, falava com guias espirituais, criava mapas astrológicos, fazia horóscopos, usava o largo Ouija e oferecia profecias a seus vizinhos.

Dentro da tradição do espiritismo, Gill não estava apenas criando arte; seu trabalho era uma comunhão com entidades espirituais que oferecia sabedoria, cura, orientação e a possibilidade de transcendência.

 

3-   ANALISE DA OBRA

 

A obra apresenta desgaste, todavia a pintura não está comprometida, estando preservada, estando no geral em estado regular de conservação, fotografada e certificada pelo leiloeiro.

 

4-      PESQUISA DE VENDA E FONTES DE PESQUISA

 

Menciona-se que devido a diminuição da disponibilidade de obras do período e do artista traz potencial para valorização.

 

Pesquisado leilão:

https://www.artprice.com

 

REFERÊNCIAS

 

Ayad, Sara. 2013. "Madge Gill: A Cronology". Madge Gill: Média e Visionária: Exposição Retrospectiva, 5 Outubro 2013 – 26 Janeiro 2014editado por Mark De Novellis. Twickenham, Reino Unido: Orleans House Gallery.

Cardeal, Roger. 1972. Arte Outsider. Londres: Studio Vista.

Cardeal, Roger. nd “A Vida de Madge Gill.” Acessado em http://madgegill.com/Biography no 12 December 2017.

De Novellis, Mark, ed. 2013. Madge Gill: Média e Visionária: Exposição Retrospectiva, 5 Outubro 2013 – 26 Janeiro 2014. Twickenham, Reino Unido: Orleans House Gallery.

Gill, Laurie. 1926. “Myrninerest the Spheres.” Não. 1 (março). Folha larga. Publicação privada.

Grant, Simon, Lars Bang Larsen e Marco Pasi. 2016. Georgiana Houghton: desenhos de espírito. Londres: Pul Holberton.

Introvigne, Massimo. 2017. “Espiritismo e artes visuais” Projeto de Religiões e Espiritualidades do Mundo, Agosto 2. Acessado de https://wrldrels.org/2017/08/02/ spiritualism-and-the-visual-arts/ em 23 2017 outubro.

Peiry, Lucienne. 2001. Art Brut: as origens da arte do estranho. Tradução de James Frank. Paris: Flammarion.

Rhodes, Colin. 2000. Arte Outsider: Alternativas Espontâneas. Londres: Tamisa e Hudson.

Tibet, David e Henry Boxer, eds. 2013. Myrninerest. Londres: a esfera.

Wojcik, Daniel. 2016. Outsider Art: Visionary Worlds and Trauma. Jackson: University Press of Mississippi.

 

5-      CONCLUSÃO DA AVALIAÇÃO

 

Em virtude da história da vida e escassez de obras do artista há potencial de valorização nos patamares expostos no presente trabalho.

Nestes termos, feito todas as considerações e metodologia, firmamos a avaliação da presente obra, para ono de 2020 no valor de USD 300.000(trezentos mil dólares americanos).

 

6-   CURRICULUM DO AVALIADOR

 

Angel Enrique Garrido, argentino, divorciado, jornalista, portador do RNE n. U1020580, inscrito no CPF sob o n. 169.388.126-45, endereço eletrônico: enriquegarrido5@hotmail.com, galerista (galeria Bureau – SP), agente conveniado da Christies e Sothebys, curador ou assessor de diversas exposições realizadas no Brasil e no Exterior ( Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente – exposição de obras de arte da Hebraica – governo do Paraguai, etc. ), certificador de autenticidade de diversas obras de arte de coleção privada ou de galerias no Brasil e no exterior (Paris- França), perito oficial exclusivo registrado no Ministério da Cultura do Paraguai. Realizador da maior venda de obras de arte efetuada no brasil naquela data, negociadas no Banco Piquet na suíça… etc.

 

 

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